Liberação de agrotóxicos: como isso afeta a sua saúde?

Se você acompanha as notícias atualmente com certeza já ouviu falar sobre a liberação de agrotóxicos e todas as polêmicas que essas decisões andam causando. De um lado temos um grupo de pessoas que acreditam ser necessário utilizar essas substâncias para aumentar a produção agrícola e consequentemente o lucro, do outro temos um grupo que se atenta às consequências que essas substâncias causam à saúde e se posicionam politicamente contra o uso, buscando formas diferentes de plantar e se relacionar com a natureza.

Nós com certeza nos encontramos no segundo grupo e, mesmo que você faça parte do primeiro, acreditamos que é importante você continuar lendo esse texto para entender porque nos posicionamos dessa forma: 

Como está o contexto atual brasileiro? 

De acordo com a matéria divulgada pelo Jornal Nexo no começo deste ano: “Até 4 de março de 2019, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) havia liberado 74 produtos relacionados a agrotóxicos”. Com isso, o Brasil, que já era líder no uso dessas substâncias, passou a ter ainda mais acesso a elas. O artigo explica que, apesar de não possuírem ingredientes novos, os produtos liberados “podem ser utilizados em novas culturas ou em combinações com outras substâncias químicas. E mais empresas podem fabricá-los e comercializá-los”. Ou seja, independente dos produtos já serem comercializados nacionalmente, eles vão causar impactos reais na saúde de todos os brasileiros. 

Esse aumento não é novidade, o governo anterior já havia liberado 450 substâncias e recebido críticas por isso. Diversas instituições começaram campanhas que relatam os malefícios dos agrotóxicos para alertar a população e evitar que projetos como a PL 6.299/2002, mais conhecida como PL do Veneno, fossem aprovados. 

Afinal, quais são as consequências para a saúde?

Muitos acreditam que os agrotóxicos estão presentes apenas nas verduras e legumes. Mas, a verdade é que eles estão também nas carnes, bebidas e produtos industrializados. Segundo matéria publicada pelo G1 em 2018: “O Dossiê Abrasco, publicado em 2015 pela Abrasco, Fiocruz e outros órgãos de pesquisa, aponta que, muito além da alimentação, consumimos agrotóxicos, pesticidas e adubos químicos por vias nem imaginadas. Agrotóxicos contaminam o solo, as águas de chuvas e lençóis freáticos e até mesmo o leite materno.” Além disso, a mesma pesquisa também confirmou a ligação dessas substâncias com doenças como câncer, Parkinson, endometriose entre outros.

É possível evitar essa contaminação?

Sim! Sabemos que o cenário pode parecer catastrófico, mas a boa notícia é que tem muitas pessoas pensando em alternativas saudáveis para ir na contramão dessas mudanças, e entre elas a agricultura orgânica é a melhor de todas. Apesar de muitos orgânicos ainda serem um pouco mais caros, ainda que seja um investimento extremamente benéfico, plantar em casa é uma alternativa mais econômica que pode ser explorada tanto no campo quanto na cidade, por isso nós acreditamos no poder da agricultura local, orgânica em pequena escala.

O nosso propósito como empresa é viabilizar a agricultura urbana transformando todos, sim mesmo quem nunca plantou nada, em cultivadores! Quer saber como começar a sua hortinha? Deixe o seu e-mail aqui em baixo para saber quando vamos lançar o nosso e-book sobre planejamento de hortas. Nos acompanhe também aqui no blog e no nosso Instagram para receber mais dicas. 

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